Não é preciso falar ou escrever para transmitir idéias. Os outros sentidos podem ser estimulados de formas diferentes com alguma, a mesma ou até mais capacidade de passar mensagens do que o uso de palavras. Cheiros, por exemplo, podem falar sobre alguém, algo, algum lugar. Mas, nessa comunicação sem palavras, é indiscutível o papel das imagens.
E por "imagem" estou falando mais do que apenas a simbologia de ilustrações e fotos, mas aquilo que mostramos aos olhos de outrem e, sem dizer nada, nos fazemos compreender ou, mesmo sem querer, as impressões que passamos por atos simples que praticamos.
Veja, por exemplo, a compreensão que temos de uma pessoa simpática. Quase sempre, resume-se a alguém que é educado no seu modo de agir, mas podemos tirar essa conclusão de ações muito menos elaboradas. Quando estamos conversando com alguém que pouco conhecemos (em geral, a única oportunidade que temos de julgar a simpatia dessa pessoa), enxergamos simpatia na atenção que ela dá à conversa, mesmo ao esforço em tentar acompanhar um assunto do qual não tem muito conhecimento mas é bom ouvinte, e sorri quando acha algo particularmente interessante.
Entender a singularidade dessas expressões passa por um sentido pouco conhecido que é a empatia. Geralmente associada com uma capacidade de simplesmente sentir-se como os outros se sentem, na verdade, é também compreender aquilo que esta outra pessoa está sentindo. A empatia é mais que um sentimento espelho, é também o entendimento daquela imagem refletida.
A empatia para a simpatia é sem dúvida um dos fáceis de julgar e um dos mais difíceis de explicar. Conseguimos dizer com muita presteza o quão simpático alguém é, mas pedir uma explicação para a simpatia ou como (ou quando) ocorreu essa constatação é um assunto muito mais complicado.
Geralmente, esse momento ocorre quando a pessoa dita simpática possui um atributo que a torna comum a todos os membros da conversa. Por "tornar comum" entendamos a criação um elo de personalidade entre o ouvinte e o interlocutor, aquela sensação que ficamos de identificação, e que nos faz pensar que podemos encontrar nessa pessoa um amigo.
Quando uma pessoa possui atributos que a tornam comum a praticamente qualquer pessoa, temos o que chamamos de simpatia. Sentimos como uma coisa diferente, pois entendemos que aquela característica seria apreciado por qualquer um em nosso meio.
De uma forma resumida de tudo que já foi proposto, coloquemos o sorriso entre estranhos. Parado em pé em umônibus, em uma fila, em um restaurante popular, todas estas oportunidades que temos de encontrar muitas pessoas que não conhecemos. Às vezes, nos deparamos com alguém sorrindo para nós. Não sabemos nada sobre esse alguém, e mesmo assim a achamos simpática.
Um sorriso trocado sem maldade é entendido universalmente como uma coisa positiva. É difícil resistir ao impulso de sorrir de volta, ou pelo menos não ficar de bom humor. Alguns podem confundir com um certo interesse da pessoa sorridente, mas, independente da origem, um sorriso verdadeiro é capaz de levantar o astral.Esses sorrisos em geral são produtos de verdadeira alegria. Não minguam na presença de um estranho que nos olha, como normalmente fazemos, e dão a entender que não rimos de, mas para o observador. E, com esse gesto simples de simpatia, e uma prática de empatia da pessoa que viu o sorriso, conseguimos tornar esta pessoa melhor para si mesma por um dia. Às vezes, a coisa é tão contagiante, que fazemos com que essa pessoa passe a sorrir para outras e, assim, passamos adiante a alegria
Pois nenhuma palavra fala mais que um sorriso. E nenhuma mensagem vale mais a pena transmitir do que a felicidade.
Um comentário:
=D
(nada vale mais que um sorriso, taí um)
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