Irrelevâncias, Falta de Comunicação e O Ambiente Íntimo

Já reparou como brigas de casal começam por motivos dos mais bobos do mundo? E se desenvolvem em discussões sérias que ferem sentimentos e frequentemente afastam esses corações unidos pelo afeto, pelo menos por um tempo.
Já vi casais iniciarem uma discussão por causa de banalidades como cachorros quentes que estavam com pouco molho, ou os erros de continuidade em um filme. Em geral, isso acontece porque a tolice inicial de alguma forma remete à um problema já existente na dupla e que surge inoportunamente por causa de uma discordância muito pouco relevante em comparação com aquilo que realmente está atiçando a briga.
O maior problema desse tipo de discussão é que elas acontecem no calor de uma tensão leve provocada pelo fator irrelevante, e a simples existência de um conflito prévio parece elevar a chama da discussão a um calor muito maior do que qualquer conversa começada em bom ânimo faria.
Na verdade, um dos grandes problemas reside justamente nessa falta de comunicação. E não é como se casais não tivessem oportunidades para falar uns com os outros, mas, discutir defeitos uns dos outros, em particular entre os mais jovens que sentem estar conversando com os pais, é um tabu. Mesmo porque, é difícil dizer, mesmo entre namorados quando o romance está avançado o suficiente para começar a se apontar defeitos ou coisas que incomodam.
Muitos na verdade, julgam que o momento em que se começa a ter esse tipo de conversa indica o fim próximo do romance, que a pouco eram apenas trocas de carinho e juras de amor. O que é realmente difícil de assimilar é que tolerar defeitos é diferente de conviver em harmonia com eles. Para se ter um convívio harmonioso, entrar no mérito de uma conversa sobre aquilo que incomoda alivia a pessoa que confessa e vai (ou deveria) ser entendido como uma tentativa de seu cônjuge de ver aquela pessoa amada sempre melhor.
Naturalmente, ter um pouco de noção de equilíbrio ajuda. Ceder para os dois lados preferências e aprender a gostar de coisas que incomodam.
Às vezes, isso acontece ao mesmo tempo. Veja a velha discussão da presença de luz ou música enquanto o casal está na cama. Principalmente na questão da iluminação, algumas pessoas que gostam de se manter com luzes acesas, por exemplo, não deveriam entrar em conflitos com aquelas que gostam do escuro apenas porque nenhum dos lados quer compreender as razões do outro. Falta de conversa.
A música é outro fator curioso. Estilo de música é uma coisa muito particular, principalmente quando o estilo preferido é não haver música nenhuma! O que fazer?
Já ouvi estórias absurdas (e machistas) de pessoas que dizem que as preferências de ambiente na cama devem ser masculinas pois ele tem que se manter "concentrado" no que está fazendo mais que a garota para não perder o "foco". Até hoje nunca ouvi falar de casos pessoais nem presenciei desestímulos causados por nenhum tipo de iluminação ou som ambiente, quando ela, de alguma forma, ajuda pelo menos a parceira. Um homem não vai perder a sua preciosa concentração se ela está com tudo a seu favor e, portanto, com a disposição suficiente para testosterona nenhuma botar defeito.
Outra coisa que não faz o menor sentido é a necessidade de estar certo. Quantas discussões não poderiam ser evitados com um pouco menos de orgulho e uma frase simples: "vamos ver".
Mas principalmente: "vamos ver juntos".

2 comentários:

Roberta Araujo disse...

eu acho que...














... não sei

Lary's disse...

eu ja briguei por mta besteira...nao tanto qto essas, mas, ainda assim, besteiras...
hj n brigo mais...nem tenho pelo q brigar quase na verdade...=]